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Crónica de João Oliveira no Blog dos Portugueses em Viagem. É algo que tenho constatado ao longo destas décadas em viagem. Numa abordagem mais primária podemos associar o viajar ao conforto financeiro, que por sua vez se iria traduzir também na roupa vestida, hábitos e educação. No entanto, todos sabemos como o dinheiro nunca foi sinónimo do bom gosto, educação, cultura ou elegância. É portanto algo mais do que isso. A mulher que viaja é elegante porque a viajar descubriu quem é. Sabe os seus limites e suas forças, os seus direitos e impedimentos. A consciência é elegante. A mulher que viaja escutou, conheceu, compreendeu, e constatou pessoalmente o que os outros só imaginam. Tem por isso algo a dizer. A inteligência e o conhecimento são elegantes. A mulher que viaja viu a pobreza e sentiu a irrelevância do material. Acordou para os seus privilégios e, se já não o era, tornou-se generosa. A generosidade é elegante. Resumida a uma mochila, longe do supérfulo e artificial, a mulher que viaja é mais simples. Simples no vestir, no escolher, no decidir. A simplicidade é elegante. E por último, aquele que eu acredito ser o principal motivo das mulheres que viajam serem mais elegantes. Longe das espectativas sociais que pesam sobre o feminino, a mulher que viaja é muito mais livre. E a Liberdade é muito elegante. Até onde és capaz de ir? |
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