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As cidades corsárias eram centros urbanos do Norte de África que, entre os séculos XVI e XVIII, prosperaram através da captura de navios e pessoas no Mediterrâneo. Funcionavam sob autoridade otomana ou semi-autónoma, combinando governo local, economia marítima agressiva e sistemas altamente organizados de escravatura e resgate. As mais importantes foram Argel, Tunes e Trípoli (e, em menor escala, Salé em Marrocos). Estas cidades eram temidas na Europa e desempenharam um papel crucial na geopolítica mediterrânica. Sabe mais no Blog dos Portugueses em Viagem
A Somália é um país onde a voz moldou a história. Num território vasto, árido e marcado por séculos de mobilidade pastoral, a palavra dita tornou-se mais forte do que qualquer arquivo escrito. A oralidade é o alicerce de uma identidade nacional construída pela memória, pela poesia e pela capacidade de transformar conhecimento em narrativa. Viajar pela Somália, real ou intelectualmente, é entrar num universo milenar onde cada história tem dono, cada genealogia tem peso político, um verso pode alterar o rumo de uma comunidade, e onde a língua só se tornou oficialmente escrita em 1972. Sabe mais no Blog dos Portugueses em Viagem
O que torna Portugal um país tão singular é, também, a capacidade de integrar quem chega de fora e transformar encontros improváveis em capítulos decisivos da nossa história. Ao viajar connosco, descobres que a identidade portuguesa sempre se alimentou de cruzamentos culturais, de saber itinerante e de figuras que aportaram ao extremo ocidental da Europa para o mudar para sempre. Hoje no Blog dos Portugueses e Viagem recordamos cinco imigrantes extraordinários, cujas vidas reescreveram o destino do território que chamamos casa.
Depois da morte de D. Sebastião na batalha de Alcácer-Quibir (1578), sem corpo claramente reconhecido e com grande carga simbólica em torno da figura do rei, nasce o sebastianismo: a crença de que o monarca regressaria um dia para “salvar” Portugal. Esse clima de expectativa abriu espaço, já na União Ibérica, a vários impostores que se fizeram passar por D. Sebastião. A historiografia identifica pelo menos quatro grandes casos: o primeiro foi o chamado “Rei de Penamacor". Sabe mais no Blog dos Portugueses em Viagem.
O IMIGRANTE QUE INVENTOU O ASTROLÁBIO MARÍTIMO, O INSTRUMENTO QUE ABRIU O MUNDO AOS PORTUGUESES16/11/2025
No final do século XV, quando o oceano ainda era um abismo temido e o horizonte o limite do mundo, uma revolução silenciosa começava a nascer não dentro de um navio, mas nas mãos de um astrónomo sefardita. Abraham Zacuto pegou num antigo instrumento dos sábios greco-romanos, aperfeiçoado por matemáticos do mundo islâmico, e transformou-o na chave que permitiria aos navegadores portugueses atravessar mares desconhecidos com confiança: o astrolábio marítimo. A História celebraria os descobridores que chegaram à Índia e ao Brasil, mas foi Zacuto quem lhes deu a ciência para lá chegar. A viagem que mudou o mundo começa, afinal, muito antes, no coração da ciência medieval. Sabe mais no Blog dos Portugueses em Viagem.
Hipátia de Alexandria é uma daquelas figuras que convidam qualquer viajante a seguir as pegadas da História. Nos Portugueses em Viagem adoramos destinos que combinam cultura, aventura e grandes narrativas humanas. No Blog dos Portugueses em Viagem investigámos a vida desta mulher brilhante que se tornou símbolo do conhecimento e da liberdade intelectual.
Antes do 25 de Abril, uma mulher só podia viajar para o Exterior com autorização do pai ou do marido. A desigualdade de género era gritante. A grande maioria das mulheres não tinha sequer Passaporte. O que nem sempre temos presente é como o desfecho da sangrenta Guerra do Vietname, como a derrota dos Estados Unidos, foi determinante para o 25 de Abril e os direitos e progresso que a Democracia ofereceu aos portugueses. A influência geopolítica, histórica e militar da Guerra do Vietname na História de Portugal merece 2 minutos da tua atenção se vais visitar o país. Sabe mais no Blog dos Portugueses em Viagem
Poucos nomes da História ecoam com tanta força no mundo árabe e europeu como o de Saladino. Para uns, é o inimigo temível que derrotou os cruzados; para outros, o modelo do cavaleiro justo e nobre. No entanto, além da lenda, existiu um homem real: estratega brilhante, político astuto e reformador que, a partir do Cairo, traçou um dos capítulos mais decisivos da Idade Média. Viajar pelo Egipto, pela Síria, por Israel ou pela Palestina, é seguir as suas pegadas, e compreender como um general curdo mudou o mapa do mundo medieval.
Poucos viajantes sabem que, entre o Egipto e o Sudão, existiu uma das civilizações mais antigas e sofisticadas de África. A Núbia, uma terra de contrastes onde o deserto se encontra com o Nilo, foi durante milénios uma ponte entre o mundo faraónico e a África negra, entre o Mediterrâneo e o coração do continente. As suas ruínas, hoje dispersas ao longo das margens do Lago Nasser, contam a história de um povo orgulhoso, de reis guerreiros, de rainhas poderosas e de uma cultura que soube resistir e adaptar-se a todos os impérios que por ali passaram. Sabe mais no Blog dos Portugueses em Viagem
A história do Taj Mahal, em Agra, Índia, está envolvida em muitos mitos. Um dos mais fascinantes será o daquilo que se conhece por Black Taj Mahal, um suposto mausoléu construído em mármore negro, uma réplica em negativo do monumento branco erguido por Shah Jahan para a sua esposa Mumtaz Mahal. Sabe mais no Blog dos Portugueses em Viagem
Viajar pelo Egipto é mergulhar numa das civilizações mais antigas e fascinantes do planeta. Das pirâmides de Gizé aos templos de Luxor, cada pedra conta uma história de poder, fé e eternidade. Mas entre mais de 170 faraós conhecidos, apenas alguns mudaram verdadeiramente o rumo do Egipto e deixaram marcas que ainda hoje definem a identidade do país. Três nomes destacam-se pela grandeza das suas obras, pelo impacto político e pela herança cultural: Khufu (Quéops), Akhenaton e Ramsés II. Três reis, três visões do poder, três capítulos decisivos da história humana. Sabe mais no Blog dos Portugueses em Viagem.
Quem não viaja, não conhece o mundo, e quem não conhece o mundo, não o entende. A História recente da Europa revela um facto relevante: os grandes ditadores europeus do século XX (Salazar, Franco, Mussolini e Hitler) partilhavam um traço comum que raramente se discute. Nenhum deles viajou. Nenhum conheceu o mundo para lá das fronteiras do próprio medo. Todos governaram sociedades complexas com uma visão estreita, fechada no provincianismo e na desconfiança do outro. Compreende porquê no Blog dos Portugueses em Viagem.
Há histórias da História que parecem esquecidas, escondidas nas margens dos grandes impérios. Uma delas aconteceu na Índia, onde o Império Português, senhor dos mares, e o Império Mughal, dono das terras e das rotas do interior, se cruzaram num encontro improvável. Um império navegava pelas correntes do Índico, o outro mandava nas caravanas do Ganges. Entre ambos ergueu-se uma relação feita de curiosidade, comércio e choque cultural — uma dança diplomática entre canhões, especiarias e fé. Sabe mais no Blog dos Portugueses em Viagem.
Poucos nomes da expansão portuguesa no Oriente permanecem tão envoltos em silêncio como o de Pedro Tavares. Capitão, mercador e diplomata, foi ele quem, por volta de 1579, negociou com o poderoso imperador Akbar, o Grande, o direito de estabelecer uma colónia portuguesa nas margens do rio Hooghly, no atual Bangladesh. Sabe mais no Blog dos Portugueses em Viagem.
No século XVI, em plena era dos Descobrimentos, os navegadores portugueses chegaram a Chittagong, então conhecido como o “Porto Grande de Bengala”. A cidade tornou-se o primeiro entreposto europeu de grande escala na região e um ponto estratégico nas rotas comerciais do Índico. A presença portuguesa marcou o início de uma relação complexa entre o Império Marítimo Português e os reinos de Bengala, abrindo um novo capítulo de trocas económicas, culturais e religiosas no extremo oriental do mundo conhecido. Sabe mais no Blog dos portugueses em Viagem
Leonor da Fonseca Pimentel: foi uma mulher da Nobreza Portuguesa que escreveu, marcou e morreu pela República em Nápoles. Sabe mais no Blog dos Portugueses em Viagem
No coração histórico do Porto, o Grande Hotel de Paris ergue-se como testemunho vivo de mais de um século de hospitalidade, cultura e charme europeu. Inaugurado em 1877, é reconhecido como o hotel mais antigo da cidade e uma das referências incontornáveis do centro portuense. Situado na animada Rua da Fábrica, a poucos metros da Avenida dos Aliados, este hotel tem acompanhado o pulsar da cidade, acolhendo viajantes, artistas e escritores de todo o mundo. Sabe mais no Blog dos Portugueses em Viagem.
Ao longo da Idade Média, os Cavaleiros Templários deixaram marcas profundas na paisagem da Europa e do Médio Oriente, erguendo castelos e fortalezas que ainda hoje inspiram viajantes e estudiosos. De Portugal à Síria, passando pela França, Espanha, Reino Unido e Israel, estas estruturas foram palco de batalhas, lendas e mistérios, e continuam a fascinar quem se aventura à sua descoberta. Conhece no Blog dos Portugueses em Viagem alguns dos principais castelos templários do mundo e deixa-te surpreender pelas suas histórias e curiosidades.
Poucos viajantes imaginam que, séculos antes dos resorts de luxo e das águas cristalinas que hoje atraem turistas de todo o mundo, as Maldivas foram palco de uma disputa feroz entre navegadores portugueses e a população local. A história dos primeiros portugueses nas Maldivas mistura ambição, confronto e resistência num cenário exótico do Oceano Índico, onde o império luso tentou afirmar-se longe da Europa. Descobre como esta aventura marcou para sempre a identidade das ilhas e continua a ecoar na memória colectiva maldiva. Sabe mais no Blog dos Portugueses em Viagem.
Malta, um pequeno arquipélago perdido no coração do Mediterrâneo, é um verdadeiro museu ao ar livre. Mas para além das praias deslumbrantes e da sua vibrante capital, Valletta, o que torna este destino verdadeiramente fascinante são os seus monumentos misteriosos, vestígios de civilizações tão antigas quanto enigmáticas, envoltos em lendas, simbolismos e dúvidas que nem a arqueologia moderna conseguiu dissipar por completo. Neste artigo no Blog dos Portugueses em Viagem, damos-te a conhecer os locais mais enigmáticos de Malta, onde o passado se mistura com o sobrenatural e a história toca o sagrado.
Poucos nomes na história das Descobertas portuguesas são tão enigmáticos como o de José Sapateiro. Natural de Lamego, viveu no século XV, no auge da ambição de D. João II de romper o monopólio árabe-veneziano sobre o comércio do Oriente. Apesar de pouco documentado, este viajante anónimo mudou o destino de um império ao atravessar o mundo islâmico, recolher informações estratégicas e regressar a Lisboa com notícias vitais para a abertura das rotas marítimas. Sabe mais no Blog dos Portugueses em Viagem
O mais antigo português com presença documentada na Terra Santa que conseguimos confirmar é D. Gualdim Pais (c. 1118–1195), templário e futuro fundador de Tomar. Fontes institucionais indicam que “partiu para a Palestina, onde permaneceu cinco anos”, regressando a Portugal em meados da década de 1150, quando foi nomeado Mestre do Templo em Portugal. Sabe mais no Blog dos Portugueses em Viagem.
Quando falamos em Sri Lanka, é impossível não pensar nas montanhas cobertas de chá, nas fábricas coloniais e no aroma que paira no ar em regiões como Ella e Nuwara Eliya. Mas poucos sabem que tudo isto começou graças à visão e perseverança de um homem: James Taylor, um jovem escocês que, em meados do século XIX, transformou para sempre a economia e a paisagem da ilha. Sabe mais no Blog dos Portugueses em Viagem
Viajar até Ella é descobrir uma das paisagens mais icónicas do Sri Lanka. A pequena vila, situada a mais de mil metros de altitude, é cercada por montanhas cobertas de verde intenso, vales profundos e cascatas impressionantes. Aqui, o ar é fresco, as vistas são de cortar a respiração e o ritmo de vida é tranquilo. Mas Ella não é apenas um destino de natureza: é também o coração da história do chá do Sri Lanka, um dos produtos mais famosos e exportados do país. Sabe mais no Blog dos Portugueses em Viagem.
Viajar para o Sri Lanka é mergulhar num mundo de contrastes, onde a natureza tropical se cruza com uma das heranças culturais mais ricas da Ásia. Entre todas as regiões do país, há uma que se destaca como símbolo de resistência, espiritualidade e identidade nacional: o Reino de Kandy. Situada entre montanhas verdes e vales cobertos de chá, esta antiga capital é hoje Património Mundial da UNESCO e continua a fascinar quem a visita, oferecendo uma experiência única entre história, fé e paisagens de cortar a respiração. Sabe mais no Blog dos Portugueses em Viagem.
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