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Descobri o templo por acaso. Não percebi quando cheguei que ficava ao lado da pensão onde estou: uma velha casa senhorial francesa, com portadas amplas, piso em madeira, e uma varanda corrida que une todos os quartos e os debruça sobre as árvores. Estou em Luang Prabang, a antiga capital do Laos. Cheguei de dentro e não subindo pela tranquila marginal empedrada que se acompanha o Mekong. A tranquilidade de Luang Prabang é ampla. Um calor sereno e envolvente. Ruas arborizadas que abrigam o canto dos pássaros e flores suficientes para eu as notar. As casas velhas e coloniais alinham-se com paz e sabedoria ao longo das ruas, sempre com grandes portadas abertas, pequenos jardins, alpendres com cadeirões de madeira cobertos com almofadas de seda. Muitas destas casas são hoje pousadas, restaurantes e cafés. As ruas limpas navegam-se bem a pé ou de bicicleta. E entre as palmeiras, atrás de pequenos muros brancos, surgem inesperadamente templos milenares, intrincadamente ornamentados a ouro. Talvez seja daqui que irradia toda a paz que define a cidade. O Laos recebe pouco turismo e a sua antiga capital, Luang Prabang, ficou esquecida no tempo desde que os franceses ocuparam o país e mudaram o Governo para Vang Vieng, nas planícies do sul, mais acessível às outras capitais da Indochina. Encravada nas montanhas do norte, Luang só voltou a ser descoberta, aos poucos, pelos viajantes que desciam o Mekong, vindos do norte da Tailândia em direcção a Angkor Wat. Foi também assim, a navegar para sul, a primeira vez que cheguei a Luang, em 2008. Desta vez vim de sul, no novo comboio de alta velocidade que une o Laos à China. A cidade entretanto também ganhou um aeroporto e cresceu pelas montanhas depois do rio. Mas o centro histórico, protegido geograficamente pelo Mekong e um dos seus afluentes, pelo turismo e pela doçura do povo do Laos para com o seu passado, permanece em outro tempo. Um tempo em que podemos caminhar entre cafés cobertos de livros, ser o único ocidental no templo, e comer comida caseira feita ao momento no mercado nocturno. Podemos beber uma cerveja gelada com a simples missão de não interromper o Mekong no seu percurso até Saigão. Podemos saborear os vinhos que ainda chegam de França e insistir na busca épica de um restaurante com mais um chef europeu que se auto-exilou da Europa. Onde quer que escolhas ir vais encontrar viajantes que se deixaram seduzir pelo carisma da cidade. Por algum motivo todos regressaram ou foram ficando. E pelo mesmo motivo a mesa está sempre aberta para sentar mais um. A tranquilidade da cidade abranda a ânsia da viagem e condena-nos a estar sem outra razão que o apetecer. Falar sem objectivo, e escutar pelo puro prazer de escutar, tornam-se a norma de um dia comum em Luang. Claro que há uma dezena de coisas que se pode fazer por aqui, mas eu, dissolvi-me nesta tranquilidade inspiradora. E entre o trabalho online e os passeios sem direcção, o sorriso das moças do café em frente e a maternidade da senhora do restaurante onde almoço, os fins de tarde no Mekong e as noites em mesas com viajantes com quem se conversa sobre o mundo, os dias vão sendo bem passados. E que mais querer do que terminar cada dia comum com o sabor que foi grande e nosso. João Oliveira Vê o vídeo completo no Instagram dos Portugueses em Viagem. a preparação de uma expediçãoTodas as nossas Expedições são planeadas no terreno, com preparação rigorosa e conhecimento local aprofundado, para garantir viagens autênticas, seguras e memoráveis em cada destino. Trabalhamos diretamente com parceiros locais de confiança, conhecendo pessoalmente cada equipa, cada rota e cada detalhe logístico, assegurando eficiência, flexibilidade e uma experiência diferenciadora em todas as nossas viagens organizadas. A nossa abordagem privilegia a imersão cultural, o contacto genuíno com as comunidades e a valorização de experiências únicas, permitindo aos viajantes tirar o máximo partido de cada jornada. Cada Programa é desenhado para oferecer aventura e autenticidade, mantendo elevados padrões de segurança e qualidade. O objetivo é claro: garantir que cada viajante regressa a Portugal com a certeza de ter feito a escolha certa ao confiar as suas férias aos Portugueses em Viagem. Essa satisfação traduz-se em fidelização real: mais de 80% dos nossos clientes voltam a viajar connosco, transformando-se de simples clientes em verdadeiros companheiros de viagem. LER MAIS
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