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Se já viajaste no Metro de Londres, certamente ouviste a icónica expressão "Mind the Gap" — um aviso para teres cuidado com o espaço entre o comboio e a plataforma. Este alerta não é apenas uma formalidade; em algumas estações, o vão é suficientemente largo para representar um risco real. Sabe mais no Blog dos Portugueses em Viagem A rede do Metro de Londres é a mais antiga do mundo, inaugurada em 1863. Devido à sua longa história e ao desenvolvimento urbano ao longo dos anos, muitas estações foram construídas em locais onde o alinhamento perfeito entre o comboio e a plataforma não era possível. Fatores como curvas acentuadas nas linhas e a necessidade de adaptar infraestruturas antigas contribuem para a existência destes vãos. AS ESTAÇÔES MAIS PERIGOSAS DO METRO DE LONDRESA estação de Bank é conhecida por ter um dos maiores vãos na rede do metro. Na linha Central, sentido leste, no extremo oeste da plataforma, o espaço pode chegar a aproximadamente 37 centímetros. No sentido oeste, ao longo de toda a plataforma, o vão é de cerca de 30 centímetros. ES London Na estação de Piccadilly Circus, o maior vão encontra-se na linha Bakerloo, no extremo norte da plataforma sul, atingindo cerca de 35 centímetros. Além disso, no extremo norte da plataforma norte e no extremo sul da plataforma sul, o espaço é de aproximadamente 32 centímetros. Em Waterloo, uma das estações mais movimentadas de Londres, os passageiros devem estar atentos ao embarcar e desembarcar na linha Bakerloo, onde os vãos podem ser significativos. CUIDADOS A TER NO METRO DE LONDRESAo explorares Londres, o Metro é uma forma eficiente e icónica de te deslocares. No entanto, é essencial estares consciente dos potenciais riscos associados aos vãos entre o comboio e a plataforma. Em estações com vãos maiores, há sinalizações adicionais no chão e anúncios sonoros frequentes. Ao entrares ou saíres do comboio, utiliza os corrimãos para te equilibrares. Guarda o telemóvel e outros dispositivos enquanto embarcas ou desembarcas. Se possível, evita bagagens volumosas que possam dificultar a tua mobilidade. A HISTÓRIA centenária DO METRO DE LONDRESA História do Metro de Londres, conhecido localmente como “The Tube”, é uma das mais fascinantes do mundo dos transportes urbanos. Foi inaugurado em 1863, tornando-se o primeiro sistema de metropolitano subterrâneo do mundo. Tudo começou com a linha Metropolitan, que ligava Paddington a Farringdon, inicialmente com comboios a vapor que percorriam túneis escavados sob as ruas movimentadas da capital britânica. Esta inovação nasceu da necessidade urgente de descongestionar as ruas superlotadas de Londres, uma cidade já então em crescimento acelerado durante a Revolução Industrial. Ao longo das décadas seguintes, o sistema foi crescendo de forma ambiciosa. Novas linhas foram sendo acrescentadas, com o apoio de engenheiros visionários como Charles Pearson e empresas privadas que viam no metro uma oportunidade de ouro. No final do século XIX, surgiram as primeiras linhas profundas — escavadas com tecnologia de tuneladora — e eletrificadas, uma inovação que permitiu uma expansão ainda maior e mais limpa. Em 1908, nasceu oficialmente a designação “Underground” e foi criado o famoso mapa do metro, que mais tarde seria simplificado e estilizado por Harry Beck em 1931, tornando-se um ícone do design gráfico mundial. O Metro de Londres não parou de evoluir, mesmo durante as Guerras Mundiais, quando chegou a servir de abrigo antiaéreo para milhares de londrinos durante os bombardeamentos. Hoje, com mais de 400 km de linhas e 272 estações, é um verdadeiro símbolo da cidade e uma das infraestruturas mais complexas e utilizadas do mundo. A sua história é feita de engenho, superação e inovação — e continua a crescer, com novas extensões como a Elizabeth Line, aberta em 2022, a demonstrar que o espírito pioneiro de Londres continua bem vivo. USA O TEU CARTÃO DE CRÈDITO NO METRO DE LONDRESO Metro de Londres desempenha um papel fundamental na mobilidade dos milhões de turistas que visitam a cidade anualmente. Londres destaca-se como uma das cidades mais visitadas do mundo. De acordo com dados da VisitBritain, a agência nacional de turismo do Reino Unido, a cidade registou um aumento significativo no número de visitantes nos últimos anos. Este crescimento contínuo reflete a atractividade de Londres como destino turístico global. A forma mais simples e prática para um turista usar o metro de Londres é, sem dúvida, o cartão de crédito ou débito com tecnologia contactless. Não precisas de comprar bilhete, carregar saldo ou fazer contas complicadas. Basta encostar o teu cartão ao leitor amarelo nas entradas e saídas das estações — e o sistema faz o resto, cobrando automaticamente o valor mais baixo possível para as tuas viagens do dia. Se o teu cartão for de um banco português (ou outro internacional), e tiver pagamentos contactless ativados, funciona perfeitamente — desde que esteja associado à rede Visa, Mastercard ou Amex. Também podes usar o telemóvel ou smartwatch com Apple Pay, Google Pay ou similares. É seguro, rápido e evita filas nas máquinas. O Oyster Card continua a ser uma excelente opção, especialmente se vais ficar mais dias em Londres ou não tens um cartão bancário compatível. Podes comprá-lo nas estações, aeroportos e lojas autorizadas, carregar saldo facilmente e usar não só no metro, mas também em autocarros, eléctricos, DLR, Overground e até em alguns comboios dentro da cidade. AS PRÓXIMAS EXPEDIÇÕES |
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