|
A Islândia é um daqueles raros destinos onde a duração da viagem influencia profundamente a experiência. Cascatas gigantescas, vulcões ativos, glaciares, praias de areia negra, fontes termais, campos de lava e algumas das paisagens mais espetaculares do planeta estão espalhados por uma ilha relativamente pequena, mas onde as condições meteorológicas e as distâncias exigem planeamento. Uma das perguntas mais frequentes entre os viajantes é simples: quantos dias são necessários para conhecer a Islândia? A resposta depende dos seus objetivos, mas existem quatro formatos de viagem que funcionam particularmente bem: 3, 5, 9 ou 15 dias. Sabe mais no Blog dos Portugueses em Viagem. Islândia em 3 dias: uma introdução perfeitaSe dispõe apenas de um fim de semana prolongado, a melhor opção é concentrar-se na região sudoeste da ilha. O famoso Círculo Dourado permite conhecer alguns dos locais mais emblemáticos do país, incluindo o Parque Nacional de Thingvellir, a área geotérmica de Geysir e a poderosa cascata Gullfoss. É ainda possível visitar a Lagoa Azul, explorar a Península de Reykjanes e passar algumas horas em Reykjavik. Este itinerário não pretende mostrar toda a Islândia. O objetivo é oferecer uma primeira impressão do país, permitindo observar vulcões, fumarolas, cascatas e paisagens vulcânicas sem grandes deslocações. É uma excelente opção para uma escapadinha ou para quem faz escala entre a Europa e a América do Norte. Independentemente da duração escolhida, a Islândia continua a ser um dos destinos mais extraordinários do planeta. Um lugar onde vulcões, glaciares, oceanos e montanhas coexistem numa escala difícil de encontrar em qualquer outra parte do mundo. A única certeza é que, depois da primeira visita, a maioria dos viajantes começa imediatamente a planear o regresso. Islândia em 5 dias: o melhor compromisso para uma primeira viagemCom cinco dias já é possível explorar a Costa Sul, considerada por muitos a região mais espetacular da Islândia. Além do Círculo Dourado, o percurso inclui as cascatas Seljalandsfoss e Skógafoss, a praia negra de Reynisfjara, a aldeia de Vík e a lagoa glaciar Jökulsárlón. Este é provavelmente o itinerário mais popular entre os viajantes independentes. Em poucos dias é possível observar uma enorme diversidade de paisagens: glaciares, praias vulcânicas, montanhas cobertas de musgo, lagoas com icebergues e alguns dos cenários mais fotografados da Islândia. Para quem visita o país pela primeira vez, cinco dias oferecem uma excelente relação entre tempo disponível e quantidade de locais visitados. joão oliveira: os erros mais comuns no planeamento de uma viagem na islândia" Depois de mais de vinte anos a viajar regularmente na Islândia, de dezenas de expedições organizadas e de milhares de quilómetros percorridos em todas as regiões do país, continuo a assistir aos mesmos erros repetidos por visitantes que chegam convencidos de que a Islândia é um destino fácil. À primeira vista, parece ser. Estradas excelentes, criminalidade praticamente inexistente, boa infraestrutura turística e uma população extremamente organizada criam uma sensação de segurança que pode ser enganadora. A realidade é que a Islândia é um dos países mais exigentes da Europa para quem não conhece o terreno. Não por causa das pessoas, mas por causa da natureza. O erro mais comum é subestimar o clima. Muitos viajantes acreditam que estão a visitar um país europeu relativamente acessível e esquecem-se que se encontram numa ilha localizada junto ao Círculo Polar Ártico. Já vi dias começarem com sol, continuarem com chuva intensa, passarem por nevoeiro cerrado e terminarem com ventos capazes de arrancar portas de automóveis. Na Islândia, o problema raramente é o frio. O verdadeiro desafio é a combinação de vento, humidade e mudanças meteorológicas repentinas. Todos os anos existem turistas que ficam isolados por encerramento de estradas, veículos danificados por tempestades ou situações que poderiam ter sido evitadas com preparação adequada. Outro erro frequente é confiar demasiado nos sistemas de navegação e ignorar as condições reais das estradas. Muitas pessoas alugam um automóvel e assumem que qualquer estrada marcada no mapa é adequada a qualquer veículo. Não é. As famosas estradas F, que atravessam o interior da ilha, exigem veículos 4x4, experiência de condução em condições difíceis e conhecimento das travessias de rios. Todos os verões existem operações de resgate envolvendo turistas que tentaram atravessar rios glaciares ou circular em estradas inadequadas para os seus veículos. Os custos são outra das grandes surpresas. Muitos visitantes chegam à Islândia sem perceberem que estão a entrar num dos países mais caros do mundo. Um simples jantar pode facilmente ultrapassar os cinquenta euros por pessoa. Um café, uma sopa e uma sanduíche podem custar o equivalente a uma refeição completa em Portugal. O aluguer de veículos, os combustíveis, os alojamentos e as atividades aumentam rapidamente o orçamento. Não é raro encontrar viajantes que acabam por reduzir significativamente a qualidade da experiência porque esgotaram o orçamento nos primeiros dias da viagem. Existe ainda um erro menos óbvio, mas igualmente importante: limitar a Islândia aos locais mais fotografados das redes sociais. Todos conhecem o Círculo Dourado, a Lagoa Azul, Skógafoss, Seljalandsfoss ou a praia negra de Reynisfjara. São locais extraordinários, mas representam apenas uma pequena parte da Islândia. Quem passa toda a viagem entre Reykjavik e a costa sul conhece uma versão muito reduzida do país. Algumas das paisagens mais impressionantes encontram-se nos Westfjords, nas montanhas do interior, nas penínsulas do norte ou em regiões que raramente aparecem nos itinerários convencionais. Também vejo frequentemente viajantes que tentam fazer demasiado em pouco tempo. A Islândia parece pequena no mapa, mas as distâncias são enganadoras. As condições meteorológicas, as paragens para fotografia e a constante tentação de explorar mais um vale, mais uma cascata ou mais uma praia fazem com que os tempos de deslocação sejam frequentemente superiores ao previsto. Muitos itinerários independentes transformam-se numa corrida permanente entre atrações, deixando pouco espaço para desfrutar verdadeiramente dos locais visitados. É precisamente por estas razões que uma expedição bem organizada faz sentido na Islândia. Não porque seja impossível viajar de forma independente, mas porque a experiência pode ser significativamente melhor quando existe conhecimento acumulado do destino. Saber adaptar um itinerário a uma tempestade, escolher uma estrada alternativa, evitar multidões, encontrar alojamentos bem localizados ou identificar oportunidades que não aparecem nos guias turísticos faz toda a diferença. Ao longo dos anos aprendemos que os melhores momentos raramente acontecem nos locais mais famosos ou nos horários mais previsíveis. Nas expedições dos Portugueses em Viagem procuramos precisamente oferecer essa vantagem. O nosso conhecimento do terreno permite reduzir riscos, otimizar custos, evitar erros comuns e aproveitar oportunidades que dificilmente surgem numa primeira visita ao país. Mais importante ainda, permite-nos mostrar uma Islândia para além dos postais turísticos. Uma Islândia feita de pequenos portos de pesca, montanhas remotas, fontes termais escondidas, estradas pouco utilizadas e encontros com uma natureza que continua praticamente inalterada. Depois de mais de duas décadas a regressar à Islândia, continuo convencido de que é um dos países mais extraordinários do mundo. Mas também continuo convencido de que é um destino onde a experiência beneficia enormemente da preparação, do conhecimento local e da flexibilidade. A Islândia recompensa quem a aborda com organização, conhecimento, respeito e humildade. E quando isso acontece, transforma-se numa das viagens mais memoráveis que um viajante pode realizar." Joao Oliveira @portuguesesemviagem Islândia em 9 dias: a verdadeira volta à ilhaNove dias permitem realizar a famosa Ring Road, a estrada circular que contorna praticamente toda a Islândia. O ritmo continua relativamente intenso, mas já é possível conhecer regiões muito diferentes entre si. Além do sul da ilha, o itinerário inclui os Fiordes do Leste, a região de Mývatn, as áreas geotérmicas do norte, a cidade de Akureyri e a Península de Snæfellsnes. É neste formato que muitos viajantes descobrem a verdadeira diversidade islandesa. As multidões diminuem à medida que nos afastamos do sul e surgem paisagens mais remotas, aldeias piscatórias isoladas e zonas geológicas extraordinárias. Para quem pretende uma visão abrangente do país sem dispor de duas semanas completas, nove dias constituem uma excelente solução. Islândia em 15 dias: a experiência definitivaQuinze dias representam, para muitos viajantes de aventura, a duração ideal para explorar a Islândia. Este período permite completar a Ring Road sem pressas e acrescentar regiões frequentemente excluídas dos programas mais curtos. Os Westfjords, considerados uma das áreas mais selvagens e menos visitadas da Europa, tornam-se finalmente acessíveis. É também possível explorar com calma a Península de Snæfellsnes, realizar caminhadas em zonas remotas, visitar fontes termais pouco conhecidas e adaptar o percurso às condições meteorológicas. Ao contrário dos itinerários mais rápidos, uma viagem de quinze dias oferece tempo para parar, caminhar, observar a fauna, conversar com habitantes locais e descobrir locais que raramente aparecem nos roteiros turísticos tradicionais. É também a melhor opção para fotógrafos, amantes da natureza e viajantes que procuram uma ligação mais profunda com o território. reserva a tua viagem na isLândiaQual é a melhor opção?A resposta depende do tempo disponível, mas não existe dúvida de que quanto mais dias dedicar à Islândia, mais recompensadora será a experiência. Três dias permitem uma excelente introdução. Cinco dias revelam alguns dos locais mais famosos do país. Nove dias oferecem uma visão abrangente da ilha. Quinze dias permitem descobrir a Islândia para além dos lugares mais conhecidos. Na nossa experiência, após vários anos a liderar expedições na Islândia, o programa de quinze dias é aquele que melhor representa a diversidade do país. É o único que permite combinar os grandes clássicos com regiões remotas como os Westfjords, onde encontramos algumas das paisagens mais impressionantes e menos visitadas da Europa. É também o itinerário que mais frequentemente transforma uma simples viagem numa experiência verdadeiramente memorável. LINKS ÚTEIS: VIAGENS NA EUROPA EXPEDIÇÕES NA ISLÂNDIA RETIRO FOTOGRÁFICO NOS WESTFJORDS (ISLÂNDIA) OS GLACIARES NA ISLÂNDIA (COM VÍDEO) A CASCATA ENCANTADA O MUSEU DE MAGIA E FEITIÇARIA WESTFJORDS SAIR À NOITE EM REYKJAVIK AVENTURA NAS FONTES TERMAIS DE HVAMMSVIK GUIA COMPLETO PARA VISITAR A ISLÂNDIA VISITAR NA ISLÂNDIA EM AGOSTO A GASTRONOMIA ISLÂNDESA EXPEDIÇÕES DE AVENTURA PARA VIAJANTES PORTUGUESES O PRIDE DE REYKJAVIK MITOS E LENDAS POR TRÁS DAS AURORAS BOREAIS OS VIKINGS EM LISBOA ISLÂNDIA GRANTOUR OBSERVAR AURORAS BOREAIS LOCAIS DO MUNDO PARA OBSERVAR BALEIAS A ISLÂNDIA PARA VER DEVAGAR 8 PISCINAS DE ÁGUA QUENTE 4 MOTIVOS INCONTORNÁVEIS PARA VISITAR A ISLÂNDIA 3 GRUTAS DE GELO FOTOS DA EXPEDIÇÃO À ISLÂNDIA PARQUE NATURAL SKAFTAFELL AS CASCATAS MAIS BELAS 5 DICAS PARA FOTOGRAFAR AS AURORAS BRÚARFOSS GEYSIR O PARQUE NACIONAL THINGVELLIR QUANTOS DIAS SÃO NECESSÁRIOS PARA VIAJAR NA ISLÂNDIA? |
MAIS ARTIGOS!Escolhe o tema:
Tudo
Autor |