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Depois de visitar o Topkapi em Istambul, ou o Kremlin em Moscovo, descobrir que é em Teerão que está a maior coleção de joias do Mundo é surpreendente para a maioria dos Viajantes. Estão guardadas no cofre do Banco Nacional. São um verdadeiro tesouro que podes visitar nas Expedições dos Portugueses em Viagem ao Irão. Nas caves do Banco Nacional do Irão, bem no centro de Teerão, esconde-se numa sala relativamente pequena, uma parte avultada dos tesouros dos Shás da Pérsia. Joias, ouro, coroas, tronos, todos o tipo de utensílios, desde caixinhas de comprimidos em rubis a espadas forradas de Diamantes, aguardam em silêncio a tua visita. Um privilégio para os viajantes mais audazes. Entre as peças mais emblemáticas destaca-se o chamado Trono do Pavão, associado à dinastia Qajar, uma estrutura cerimonial ricamente decorada com ouro, esmaltes e milhares de pedras preciosas. Não deve ser confundido com o trono saqueado por Nadir Shah na Índia no século XVIII, embora ambos partilhem o nome e a ideia de poder absoluto. Outra peça central é a Coroa Pahlavi, usada na coroação de Reza Shah Pahlavi em 1926, composta por ouro, diamantes, esmeraldas e pérolas, desenhada para afirmar continuidade imperial num período de modernização do país. A coleção inclui também o famoso Diamante Darya-ye Noor (“Mar de Luz”), um dos maiores diamantes cor-de-rosa do mundo, com cerca de 182 quilates, cuja origem remonta às minas de Golconda, na Índia. A pedra foi integrada no tesouro persa após campanhas militares no subcontinente indiano no século XVIII. Ao seu lado, encontram-se globos terrestres cobertos de pedras preciosas, onde continentes e oceanos são representados com esmeraldas, rubis e diamantes, numa interpretação artística do mundo que reflete tanto conhecimento geográfico como ostentação política. Para além do valor material, esta coleção tem importância económica e simbólica para o Estado iraniano. Após a queda da monarquia em 1979, os tesouros passaram a ser propriedade pública e ficaram sob custódia do Banco Central, funcionando como reserva de valor e garantia financeira. A visita é controlada, com regras rigorosas de segurança e horários limitados, mas permite acesso direto a um dos conjuntos de joalharia real mais impressionantes do mundo, onde cada peça documenta séculos de poder, conquista e identidade imperial persa. |
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